terça-feira, 9 de abril de 2013

ÁRVORES NÃO SERÃO SACRIFICADAS E SIM TRANSPLANTADAS

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Geraldo Nobre fala do projeto de mobilidade urbana

O projeto de mobilidade urbana que prevê a instalação de um corredor exclusivo de ônibus para a Avenida Floriano Peixoto deverá ser submetido a uma consulta pública. O projeto propõe a redução do canteiro central para instalação de mais uma pista em cada um dos sentidos da avenida, o que exigirá o replantio de 24 árvores.
Conforme explicou o secretário de Serviços Urbanos e Meio Ambiente, Geraldo Nobre, a proposta foi apresentada ao Conselho Municipal do Meio Ambiente e discutida com o Ministério Público e o representante da Comissão do Meio Ambiente da Câmara Municipal. Todos sugeriram a realização de uma consulta pública, que deve acontecer ainda este mês.
As 24 árvores previstas para serem removidas serão transplantadas para a Avenida Manoel Tavares e para a própria Floriano Peixoto, nas proximidades do Hospital de Trauma. Além disso, novas árvores serão plantadas em outros trechos da avenida.
O projeto explica que a velocidade dos ônibus ao longo da Floriano Peixoto, mais precisamente no trecho entre o Açude Novo e o viaduto, encontra-se bastante comprometida, com média de apenas 5,3 Km/h, quase a mesma de uma pessoa caminhando. “É inconteste que a implantação da faixa exclusiva para ônibus vai garantir uma melhor fluidez.”, argumenta o projeto.
O Coordenador de Comunicação da PMCG, José Araújo, ressaltou que “não haverá cortes de árvores, mas, sim, replantio”. Araújo lembrou que, com o crescimento e o aumento expressivo do número de veículos, cidades do porte de Campina Grande passam a requerer intervenções efetivas em mobilidade urbana.
 “Se não fosse estritamente necessário e urgente, ninguém ia querer mexer no canteiro central e remover as árvores que ali estão, mas, existe uma necessidade urgente e a saída encontrada, tecnicamente, é essa”, comentou Araújo, lembrando o crescimento exponencial do número de veículos em circulação em Campina Grande.
“Ao final, o projeto resultará em benefícios ao meio ambiente, porque possibilitará maior fluidez do trânsito e menos emissão de poluentes. Ônibus articulados trafegarão em corredor exclusivo, transportando um maior número de passageiros em menor tempo. E, vale ressaltar mais uma vez, as árvores removidas serão replantadas”, completou o coordenador.

3 comentários:

  1. Nenhuma das árvores "transplantadas" do açude novo para dar "espaço" para o terminal de integração sobreviveu ... nenhuma sobreviveu ... foram todas "transplantadas" (ou mortas!) para as margens do açude de bodocongó ... imaginem árvores de mais de 60 anos ... e outro problema é que com a falta de árvores no centro haverá "ilhas de calor", com mais calor, mais excesso de claridade, mais poluição, mais barulho, menos umidade ... Campina Grande tem um déficit de 700.000 árvore para chegar ao mínimo preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) que é 12 metros quadrados de árvores por habitante ... e isto representa falta qualidade de vida e bem estar social em Campina Grande ... sem falar que este projeto vai contra o que é preconizado pelo Estatuto da Cidade, pelo Plano Nacional de Mobilidade Urbana, pela Constituição Federal, dentre outras políticas públicas no que refere-se a participação popular nas decisões e discussões ... a cidade é feita pelos cidadãos e cidadãs que pagam seus impostos e não apenas por representantes eleitos e passageiros ... dia 11 de maio, às 10 horas estaremos na rua protestando contra a falta de diálogo e cobrando o Plano Municipal de Mobilidade de Campina Grande? Cade o Plano Municipal de Mobilidade de Campina Grande, prefeito??? ... Mais de 400 já confirmaram presença ... outros 135 talvez possam comparecer e mais de 7.000 estão sendo convidados ... https://www.facebook.com/events/320198024775483/?fref=ts ...

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  2. Procuro espaço para esta terceira faixa, usando o canteiro central e não encontro tal medida..será que vai sacrificar largura de calçadas? As pessoas precisam de ambiente mais refrigerado, onde as arvores se encontram, elas não compensam o ambiente de onde será retirada, quando analisamos o problema localizado no trecho que desejam excluir as arvores...por quê a melhor solução para alguns é sempre excluindo os que fazem "silencio", por quê querem um onibus articulado, para economizar combustivel e carregar mais passageiros, para o lucro de empresas que estão com prejuizo, pelos onibus estarem lentos no trecho? Otimizem a entrada da Floriano Peixoto apenas para transporte publico, criem rotas alternativas para os particulares. Forcem as pessoas a pegarem onibus, deixando os carros na periferia do centro. Mas criem condições para as pessoas se sentirem atraidas em pegar onibus...

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  3. Essa colocação de que "o projeto resultará em benefícios ao meio ambiente, porque possibilitará maior fluidez do trânsito e menos emissão de poluentes" está completamente equivocada. Abrir mais vias só resulta em mais veículos circulando. O problema pode ser resolvido de imediato, mas a longo prazo tudo fica pior.
    Os veículos de transporte em massa devem sim ser priorizados sobre os veículos motorizados particulares. Ou seja, retirar espaço de carro para os ônibus e manter os espaços de arborização e de pedestres.

    Pode parecer incoerente, mas só tirando espaço de carros (mais uma vez, individuais e particulares, que transportam em média 1,5 passageiros) haverá benefícios ao meio ambiente e melhor fluidez no trânsito. E no final quem ganha são as pessoas e não os automóveis.

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