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O Governo do Estado, por meio da
Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), e a Agência
Nacional de Águas (ANA) vão definir o marco regulatório do açude Epitácio
Pessoa, localizado no município de Boqueirão. Trata-se de um conjunto de normas
disciplinando o uso da água do reservatório, por meio de outorgas, para os
próximos anos.
As medidas regulatórias são ações de
gestão do uso da água para garantir o cumprimento da Lei 9.933/97, que
estabeleceu a Política Nacional de Recursos Hídricos. A Lei das Águas, como é
conhecida, determina que em situações de escassez o uso prioritário dos
recursos hídricos é o consumo humano e a dessedentação de animais e que a
gestão dos recursos hídricos deve sempre proporcionar os usos múltiplos das águas.
O marco regulatório vai ser elaborado
após a fiscalização na bacia hidrográfica do açude iniciada nesta terça-feira
(14) pela Aesa, ANA e Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs),
com término previsto para a próxima sexta-feira (17). A regulação será feita em
duas semanas. No documento, também serão apontadas medidas emergenciais de
restrição do uso da água por parte dos irrigantes, a fim de assegurar o
abastecimento para Campina Grande e 25 cidades na região da Borborema.
Antes de iniciar a fiscalização, o
gerente executivo de fiscalização da Aesa, Pedro Freire; o chefe de
fiscalização da ANA, Leonardo Piau; e o diretor local do Dnocs, Everaldo
Jacobino, se reuniram com os dirigentes da Associação dos Irrigantes de
Boqueirão, Sindicato dos Trabalhadores Rurais e o prefeito João Paulo II para
explicar os detalhes dos trabalhos e elaboração do marco regulatório.
Em seguida, o grupo foi dividido em
três equipes. As duas primeiras saíram nos barcos da Aesa e do Dnocs pela
margem direita do reservatório e a outra na esquerda com o objetivo de
identificar as terras irrigadas, a vazão e o processo de captação de água, se é
feito por bombas, gotejamento ou inundação. A terceira equipe iniciou a
fiscalização pela captação, caixa de bombas, adutoras da Cagepa e estação de
tratamento de água em Gravatá, no município de Queimadas.
“Embora o açude de Boqueirão seja do
Governo Federal, a Aesa faz o monitoramento diário do reservatório, além de ser
responsável pelos rios que alimentam o açude. Como o açude está com pouco mais
de 51% de sua capacidade, estamos atuando em parceria com a ANA e o Dnocs para
fiscalizar a captação da água, a fim de garantir a sobrevida do reservatório e
abastecimento das cidades”, frisou Pedro Freire.
Por sua vez, o chefe da fiscalização da
ANA, Leonardo Piau, informou que a fiscalização e as medidas que serão tomadas
visam evitar um colapso no reservatório a médio e longo prazos. “Após o
levantamento e diagnóstico da água utilizada no açude, nós vamos fazer uma
perspectiva futura para verificar restrição do uso para irrigação e, no caso
extremo, para o abastecimento humano com uma política de racionamento”,
adiantou Leonardo.
Ubiratan mandar um alô pra albere Filho de damião Bernardino Presidente do Palmeiras De Montadas.
ResponderExcluirEstamos Na Escuta.