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O deputado Carlos Batinga (PSC) voltou a
cobrar, nesta segunda-feira (03), providências urgentes do Governo do Estado
para o programa do Leite, coordenado na Paraíba pela Fundação de Ação
Comunitária (FAC). Segundo o deputado, o pagamento aos pequenos produtores
rurais, fornecedores do programa, está atrasado há 75 dias, desde a segunda
quinzena de novembro.
“O pagamento está atrasado desde a segunda quinzena de novembro e os
pequenos produtores não tem a menor capacidade de esperar. Nos últimos dias
tenho recebido ligações e contatos dos pequenos produtores desesperados com a
situação”, afirmou.
Batinga também voltou a criticar o Governo pela “má condução do programa”. Segundo ele, “os problemas
enfrentados pelo Programa do Leite no Estado são frutos não só da seca que
atingiu o semiárido nordestino com maior intensidade nos últimos dois anos, mas
também pelo descaso e a crise de gestão do Governo”.
O deputado acrescenta que a crise atingiu também os laticínios, ligados
às cooperativas dos pequenos produtores. “Chegamos a ter no Estado, no último
governo de Cássio e Maranhão, 32 laticínios e atualmente este número resume-se
a apenas 10, que operam em dificuldade por conta dos atrasos do pagamento por
parte do governo”, lamentou.
Batinga ressaltou que é difícil se pensar num estudo de plano bem
elaborado e numa gestão eficiente, bem estruturada, num
órgão como a FAC, que coordenada o programa, e teve nos três anos do atual
governo cinco presidentes: Denise Oliveira, Vital Costa (interino), Ramalho
Leite, Lau Siqueira e o policial civil, Flávio Emiliano Moreira (atual
presidente).
Ração Animal
Outro problema levantado pelo deputado foi à distribuição de ração
animal pela Empasa para os pequeno produtores rurais. Segundo ele, a quantidade
distribuída é insuficiente, tanto que as cooperativas há três meses não recebem
as cotas cadastradas e aprovadas pelo governo. “Para agravar a situação, a
distribuição do milho, com preço subsidiado pelo Governo Federal, não ocorre
desde dezembro”, afirmou.
“Volto a dizer que o Governo do Estado precisa instalar gabinetes de
gestão de crise no interior, mas precisamente nas regiões do Cariri, Curimatau
e Sertão, para chegar mais próximo da população e conseguir encaminhar com
agilidade os pleitos dos pequenos produtores, que não podem esperar meses e
meses para resolver simples ações do Estado”, acrescentou.

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