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De acordo com a engenheira florestal da
COONAP Aline Valéria, coordenadora da atividade “o objetivo maior destas
capacitações é fortalecer a atividade, possibilitando uma renda a mais dentro
da agricultura familiar, diversificando ainda mais o sistema produtivo que já
existe nas unidades de produção familiar.” Afirma a engenheira.
Durante a oficina os assentados tiveram
a oportunidade de conhecer os diversos modelos de caixas, bem como as vantagens
e desvantagens de cada uma. Na ocasião também foi explicado à função da caixa
que além de abranger e comportar as abelhas, também tem a função de proteger o enxame, além
de poder abri-la e acompanhar a produção, conforme explica Leon Denis da
Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba (EMEPA) que ministrou
a oficina. No decorrer da oficina os assentados confeccionaram uma caixa, e em
seguida foi feito a transferência de um cortiço de abelhas da espécie jandaira
para a caixa, durante a transferência foram apresentados os cuidados e o
material necessário para o manejo.
No período da tarde os participantes
aprenderam técnicas de como fazer o alimento coletivo e artificial, qual o
local apropriado para colocá-lo. Além disto, também foi confeccionada uma
armadilha para combater o florídeo (mosca) e apresentado os materiais
higiênicos que devem ser utilizados durante a coleta e a maneira correta para o
armazenamento do mel.
O evento foi finalizado com uma
avaliação, Celso Ferreira do Assentamento Cachoeira Grande, ressalta que foi um
momento proveitoso “estas capacitações para mim foi de grande importância, hoje
eu aprendi a maneira correta de fazer a multiplicação e a transferência, eu só
sabia criar abelhas nos trocos e hoje eu vi que não é correto, depois destas
orientações eu mesmo vou fazer as transferências dos 11 troncos de abelhas que tenho
para as caixas,” afirma o assentado. Já o assentado Jerônimo comenta que “foi
um momento produtivo, desde o intercâmbio, depois a aula sobre a criação das
abelhas nativas e hoje a parte prática, tudo foi interessante. Eu sempre tive
vontade de criar abelhas sem ferrão mais não tinha conhecimento, mas agora
depois de todo este aprendizado eu pretendo iniciar a criação em meu lote”,
concluiu Jerônimo Sampaio do Assentamento Serra do Monte em Cabaceiras.
A engenheira Aline Valéria ressaltou
que após este processo de capacitação, os assentados serão assessorados pela
COONAP no processo de transferência “sabemos que existem muitos cortiços para
transferir, nós estamos à disposição para acompanhar todo o processo de
transferência. Iremos realizar quatro oficinas onde abordaremos a temática de
acordo com a necessidade dos meliponicultores”, finaliza.
No final da atividade todos os
assentados que participaram do processo de capacitação, receberam o certificado
de participação que equivale aos três momentos oferecidos durante a
capacitação.
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