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Como forma de amenizar a situação emergencial de abastecimento de milho
no semiárido nordestino, em consequência da seca enfrentada pelos produtores, o
Senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) considerou positivo o resultado da audiência
pública realizada nesta quarta-feira (03) na Comissão de Desenvolvimento
Regional e Turismo (CDR), na quel os senadores agilizaram propostas urgentes
para garantir o abastecimento de milho na região Nordeste.
Vital já havia encaminhado o ofício n.º 361/2012 ao Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento solicitando a liberação, por parte da Companhia
Nacional de Abastecimento (Conab) de 94.012 toneladas milho para salvar a
pecuária do estado da Paraíba. Nesta quarta-feira (03), ele teve a confirmação,
por parte do ministro Antônio Eustáquio Andrade Ferreira (PMDB), de que a
Paraíba será beneficiada com 35,5 mil toneladas, das 340 mil toneladas de milho
que serão fornecidas pelo Governo Federal para alimentação do rebanho dos
Estados nordestinos.
O Senador paraibano explicou que a situação dos produtores da Paraíba é
preocupante, devido à forte seca que assola o estado este ano. “Por conta da
seca, a demanda pelo grão de milho cresceu consideravelmente para socorrer o
setor pecuário, que envolve aves, bovinos, suínos, caprinos e ovinos.”
Conforme relatou o Senador Vital, o setor agropecuário da Paraíba
enfrenta neste ano uma grave crise por causa da longa estiagem, o que levou os
armazéns da Conab na Paraíba e em todo o Nordeste a enfrentar uma série de
problemas operacionais, provocando desabastecimento e falta do grãos para os
produtores.
Gargalos - José Maria dos Anjos, representante do Ministério da Agricultura e
Pecuária na audiência, afirmou que não há falta de milho. De acordo com José
Maria, a produção na safra de 2011/2012 superou 70 toneladas.
Segundo produtor mundial, no ano passado o Brasil até exportou milho.
Porém, José Maria admitiu que há problemas “regionais” de abastecimento. Depois
de confirmar o diagnóstico, o presidente da Sociedade Rural Brasileira, Cesário
Ramalho da Silva afirmou que o desafio é fazer chegar o produto ao Nordeste, em
decorrência de problemas de infraestrutura e logística. “O que falta não é
milho, é logística, que no Brasil é ‘zero’, é sucata”, reclamou Ramalho.
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