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Técnicos da Cooperativa de Trabalho
Múltiplo de Apoio às Organizações de Autopromoção (COONAP) e do Incra-PB,
reuniram agricultores no Assentamento 1º de Maio e no Assentamento Gravatá,
localizados no município de Pocinhos, na manhã da última terça-feira (12), com
o objetivo de cadastrar novas famílias para preencher vagas de lotes naqueles
assentamentos.
O presidente da Associação dos
agricultores do Assentamento 1º de Maio, Jair Gomes Barbosa, falou sobre as
dificuldades enfrentadas, mas também sobre as perspectivas de vida a partir dos
investimentos feitos pelo Incra e assessoramento proporcionado pela COONAP.
“Por vários motivos ser assentado aqui não é fácil, primeiro porque falar em
reforma agrária hoje ainda é uma coisa pra muitos não conhecida, fala-se em Sem
Terra com preconceito em todos os sentidos, também com respeito ao
assentamento, há muitas dificuldades da parte climática e nosso bioma e do
próprio poder dos governantes”, explica dizendo que espera eficiência por parte
das políticas públicas para o assentamento que ainda não tem sequer casas para
morar, mas ele diz que o sonho das famílias é trabalhar ações próprias de
produção para aquela região semiárida como criação de caprinos, ovinos, criação
de abelhas e de galinha.
José Almeida Martins é engenheiro
agrônomo do Incra-PB, participou do encontro e falou sobre o trabalho que
o Governo Federal desenvolverá junto aquelas famílias via Incra e COONAP. “Na
verdade esse assentamento primeiro de maio vem sofrendo as consequências da
estiagem prolongada, outra coisa que também travou o processo foi à questão do
crédito habitação em que houve uma mudança já que no princípio eram feitos
investimentos com recursos diretamente com o Incra e esse recurso foi
transferido para a Caixa para o Programa Minha Casa Minha Vida Rural e com essa
crise que estamos passando houve um atraso, mas o orçamento está sendo
direcionado e essa linha de crédito virá para o Incra já que é muito mais fácil
nós trabalharmos diretamente junto aos assentamentos”, explica acrescentando
que, em parceria com a COONAP, o trabalho será mais eficiente e rápido. “Todo
processo de assentamento tem uma sequência: primeiro se tem a vistoria da área,
depois a desapropriação, depois de desapropriada a questão de pagamento corre
por fora, então desapropriando, o Incra se imite na posse e passa a contratar a
assistência técnica como é o caso da COONAP aqui na área que dá início a uma
assistência num contexto muito bom já que tem larga experiência principalmente
na área da pecuária e avicultura e esse pessoal está subsistindo aqui com
rebanho, com criação de porcos que tem um retorno muito rápido”, explica o
agrônomo.
De acordo com o assessor técnico da
COONAP, Flávio Apolinário as ações que estão sendo iniciadas no assentamento,
que já tem cerca de cinco anos com poucas conquistas, mas com muitas
perspectivas. “Isso é um processo, estamos na fase de organização unindo os
assentados e fazendo ver que ele tem que botar na cabeça que isso é uma família
e estando todos juntos, unidos, eles têm forças para conseguir as coisas”.
Flávio garante que a ação principal a ser desenvolvida será o processo de
construção das moradias dentro de uma lógica de organização na perspectiva de
trabalhar ações, políticas públicas e tecnologias adaptáveis a região semiárida
e garante que a cooperativa, a exemplo do processo de assessoramento em outros
assentamentos, fará um acompanhamento segmentado com critérios que contemplem a
construção da moradia, organização da construção da primeira e segunda águas,
organização de bancos de sementes com ênfase na aquisição e manutenção de
variedades de palmas resistentes a Cochonilha do Carmim dentre outras ações e
mobilização na dinâmica de convivência com o semiárido.
Ascom- COONAP

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